Dez brasileiras que estão fazendo a diferença no Brasil e inspirando outras mulheres

A luta por igualdade de gêneros, combate do abuso e preconceito e muitas outras lutas que as mulheres enfrentam. O empoderamento feminino é um termo que vem ganhando visibilidade nos últimos tempos. Se antes as mulheres não tinham espaço para demonstrar seu total valor, hoje elas já provaram que não existe área ou assunto em que elas não possam atuar. Reunimos dez brasileiras que têm feito a diferença no Brasil e inspirado outras mulheres a se empoderar com seus trabalhos. Quebram padrões e atuam em causas de justiça social. Inspire-se nessas mulheres que estão fazendo a diferença!

Djamila Ribeiro

Feminista, pesquisadora e mestre em Filosofia Política pela Universidade Federal de São Paulo, Djamila Ribeiro tornou-se conhecida no país por seu ativismo na internet. Ela fala sobre a importância de combinar a luta contra o machismo e o racismo. É uma das principais referências no movimento feminista negro. Sua forte atuação nas redes, um espaço que acredita ser mais receptivo às questões de gênero e raça do que a mídia tradicional, inclui posts nos blogs Azmina e Blogueiras negras, além de coluna no site da Carta Capital.

 

Taís Araújo

13 novelas, cinco protagonistas, oito filmes. Uma das atrizes de maior sucesso da atualidade, Taís Araújo conquistou muito mais do que um espaço entre as estrelas mais queridas da teledramaturgia. Hoje é considerada uma das representantes das mulheres negras! E, sua postura nas redes sociais reforça a importância da representatividade e do respeito às minorias. Desde 2016, Taís vem colaborando com o mandato da ONU Mulheres, especialmente na visibilidade das mulheres negras. Neste posto, a atriz apoia iniciativas da organização no combate ao racismo.

 

Fluvia Lacerda

Fluvia Lacerda é uma modelo plus size que está bombando fora do País. Desfila suas curvas nas capas das revistas mais importantes do planeta, um segmento ainda pouco explorado no Brasil. Entre seus feitos históricos está o fato de ter sido a “primeira gorda a ser capa de uma edição de aniversário da revista Playboy”, em suas próprias palavras. Em sua biografia-manifesto “Gorda não é palavrão”, lançada em 2017, ela conta sua história e questiona os padrões estéticos hegemônicos.

 

Preta Gil

Ela cresceu em um mundo sem preconceito. Não por acaso. É filha de Gilberto Gil, afilhada de Gal Costa e tem um círculo de amigos que não incluem a palavra – e o comportamento – no vocabulário. Além de conquistar com sua música, Preta Gil vem inspirando outras mulheres. Usa o palco e a sua influência para protestar contra os padrões. Recentemente virou embaixadora da campanha #HeForShe da ONU  Mulheres Brasil contra o preconceito.

 

Marta

Eleita a melhor jogadora do mundo por cinco anos consecutivos (entre 2006 e 2010), a alagoana conseguiu um feito inédito no futebol brasileiro. Entre os homens, nem Pelé e Ronaldo alcançaram essa marca! Marta é também a maior artilheira da Seleção Brasileira (contando a masculina e a feminina). E, a maior artilheira da Copa do Mundo de Futebol Feminino. Ela, que sofreu muito preconceito no começo de sua carreira – assim como a maioria das mulheres futebolistas -, virou personagem do “álbum das mulheres incríveis” em 2018, uma série de vídeos que tem como foco principal o empoderamento feminino. Além, é claro, de ser uma grande inspiração para as garotas que querem ser as próximas grandes artilheiras da seleção!

 

Giovanna Ewbank

Giovanna Ewbank já revelou que sua visão sobre o racismo mudou desde que se tornou mãe de Títi, de 3 anos. E, em vídeo em seu canal no Youtube – em um dos episódios com a pequena, que roubou a cena – a atriz contou que busca empoderar a menina desde cedo. Além do ativismo contra o racismo, ela emocionou seus seguidores com a história de adoção de Titi. Ao conhecer a menina em um abrigo para crianças no Malawi teve a sensação de estar reencontrando sua filha. Logo ela que, até então, sequer havia pensado na maternidade. Deu assim grande visibilidade a adoção.

 

Elza Soares

Por causa da infância pobre, Elza foi forçada a casar aos 12 anos e já era mãe aos 13. Na mesma época, surpreendeu todo mundo ao cantar num programa de calouros. Mas, só conseguiu seguir carreira depois de ficar viúva, aos 21 anos. Hoje, uma lenda viva da MPB, já deixou claro que os negros, os gays e as mulheres são suas bandeiras. Com o álbum “A Mulher do Fim do Mundo”, lançado em 2015, ela usa o palco como um protesto político. Com músicas cheias de críticas abordando temáticas sociais como transexualidade, preconceito racial, drogas, violência contra a mulher e outros problemas atuais.

 

Gisele Bündchen

Supermodelo, filantropa e empresária. Em 2000, Gisele Bündchen foi considerada pela revista Rolling Stone, a modelo mais bonita do mundo. Entre 2004 e 2016, pela revista Forbes, a mais bem paga. Além de inspirar uma geração de garotas em busca do sonho das passarelas, ela é uma grande ativista do meio ambiente. Neste ano fará o lançamento mundial de seu livro “Lessons: My Path to a Meaningful Life”, ainda sem tradução em português. E, pretende inspirar outras mulheres, de todas as idades, a também atingirem seus objetivos e alcançarem uma vida profunda. Mostrando vulnerabilidade, coragem e honestidade, ela fala sobre família, infância, carreira, maternidade e casamento.

 

Luisa Mell

Por onde passa, a paulistana Luisa Mell é abordada pelos amantes e defensores dos animais. Isso porque, desde 2002, quando começou sua carreira na TV – onde estrelou dois programas -, Luisa passou a mostrar para todo o Brasil a situação degradante de muitos pets. O programa denunciava os maus tratos aos animais. A partir daí, Luisa Mell virou uma das ativistas mais conhecidas do Brasil. Hoje, aos 34 anos e 11 anos após seu início na televisão e em prol dos bichos, Luisa continua sua luta diária via internet. Com mais de 120 mil fãs nas redes sociais, ela consegue sensibilizar as pessoas para o assunto e intermediar processos de adoção e achados e perdidos.  

 

Anitta

Nos últimos anos, um furacão chamado Anitta tem sacudido o Brasil. A cantora, que estourou com a música Show das Poderosas. Está em todos os horários de praticamente todas as emissoras da TV aberta e para onde mais quer que se olhe. Ela conseguiu trazer de vez o marginalizado gênero do funk para o mainstream do pop nacional. Em suas letras, Anitta tem discurso de mulher empoderada e decidida. Sem contar que ao virar sucesso nacional e internacional a cantora virou também inspiração para uma geração que sonha no sucesso dos palcos.

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